Grupo organiza encontros literários com o compromisso de divulgar a obra de escritores contemporâneos

Tudo começou há pouco mais de um ano, quando, ao retornar de uma temporada em São Paulo, o escritor Artur Rogério teve a idéia de organizar algo como uma série de “baladas literárias”: ocasiões cuja tônica repousa na apologia do bom e velho bar como profícuo espaço de intercâmbio cultural. Externada a idéia a alguns amigos e parceiros, organizou-se a primeira reunião daquilo que viria a se tornar o grupo Nós Pós, realizada em setembro de 2007. Participaram deste primeiro encontro, além do próprio Artur, Alex Guterres, Ricardo Wanderley, Igor Pires, Samir Benjamim, Aroma Bandeira, Alexandre Melo, Ana Maria Pereira, Danuza Montenegro e Jhonatan Sodré, entre outros. Destes, apenas os quatro últimos permanecem como núcleo fixo de produção.
Naquele momento fundante, foram traçadas algumas das linhas-mestras que norteiam o grupo até o hoje, quais sejam: o compromisso com a divulgação do que se tem produzido em termos de literatura e demais artes em Pernambuco; o fomento da reflexão em torno desta mesma produção; e a promoção da permuta criativa entre sujeitos que, independentemente dos nichos estéticos em que se encontrem inseridos, compartilhem o apreço por uma ou mais expressões artísticas. E não só: acertou-se também o primeiro evento, que ocorreu em outubro daquele ano e teve como base o boteco Quintal do Lima, em Santo Amaro. Além dos próprios integrantes, participaram da estréia, como convidados, o poeta Jailson Marroquim e o escritor Raimundo Carrero. O público de então era composto basicamente por pessoas próximas aos membros do coletivo e alguns fregueses costumazes.
Contudo, não tardaria para que a boa nova se espalhasse, de modo que já no terceiro encontro o público havia se expandido consideravelmente. Passada a sua sexta edição, o evento se transfere, em virtude, sobretudo, do quesito localização, para o bar Burburinho, no Recife Antigo, onde permanece até hoje, com periodicidade mensal. Para Alexandre Melo, responsável pela produção dos encontros, “a mudança para o Burburinho foi positiva, pois a sua localização é mais acessível, a área é mais movimentada etc. Isso contribuiu para aumento do público. A estrutura interna do bar nos permite climatizar mais o evento (o que consideramos muito importante – decoração, ambientação e iluminação), e que contribui para a grandiosidade do ‘espetáculo’”.
Leia a matéria na íntegra na edição 96 da Revista Continente. |
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