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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fliporto

O Nós Pós Foi convidado pela UBE – PE para participar da V FLIPORTO junto à alguns grupos de escritores performáticos. Os eventos acorreram no Bar Traga Luz e nossa programação aconteceu em mistura à programação da própria UBE que trazia o Vozes Femininas, Dremelgas Literárias, Navras e o músico, cantor e compositor Jorge Santana e o poeta e compositor Jailson Marroquim.

Não podemos falar de nossa participação sem destrinchar nossa condições. A estrutura oferecida não pela UBE, mas pela FLIPORTO, denuncia o desinteresse dos organizadores da Festa pela literatura contemporânea pernambucana. Para realizarmos um Nós Pós aos nossos “moldes” precisaríamos ter tido a possibilidade de trazer conosco à Porto de Galinhas o mínimo de dois novos artistas, desconhecidos do público, pois, essa é uma de nossas bandeiras. De forma que, ao aceitarmos o convite contamos com a sorte de cooptar escritores e artista que estivessem por lá. E assim foi, além desses contatos , contamos também com os amigos: Jorge "O Poeta do Improviso" e o músico Arielson, além da Banda autoral Allen Jerônimo e Ravi de Raiz que se transportaram e hospedaram por conta própria.

Ficamos então, pensando em todo o complexo de coisas que fazem a FLIPORTO ser o que ela é. Pensamos em primeiro lugar nas dificuldades, claro. Haja papel pra informar onde não podemos comer, mas quando queremos saber da programação aberta ao público temos dificuldades nas ínfimas opções. Pensando que o desejo é festejar, não entendemos a impossibilidade da hospedagem dos que organizam e participam da Festa através de uma Instituição tão forte quanto a UBE – PE.

Estranho o pensamento de quem está por cima dessa pirâmide organizacional. Será que não é importante participarmos da Festa como um todo? Será que não merecemos pulseira VIP? Não é pela pulseira nem pelo hotel Armação, nem pelas palestras das quais não tivemos acesso, nem pelo apelo gastronômico e turístico; é pelo distanciamento do público leitor, pelo distanciamento da comunidade ao seu entorno, pela falta “pernambucanidade” da FLIPORTO, que poderia ser uma Festa de qualquer outro Estado, que não reconhece como importantes os mais importantes agentes da literatura pernambucana hoje: os escritores contemporâneos pernambucanos, os operários da literatura, os que promovem diariamente a movimentação literária em pernambuco, convidados à Festa ou não. Mas a praia tava ótima!


Ana Maria Pereira, Produção do Nós Pós

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SOBRE CEM POETAS SEM LIVROS

SOBRE A ANTOLOGIA CEM POETAS SEM LIVROS

por André Cervinskis



Chegou às mãos uma iniciativa muito interessante que gostaria de comentar aqui no INTERPOÉTICA. É a respeito da antologia CEM POETAS SEM LIVROS, organizada por Cristiano Jerônimo, do Movimento LÍTERA – Movimento pela Edição, Divulgação/distribuição e Consumo dos Livros Pernambucanos, com apoio do Instituto Maximiano Campos (IMC), lançado recentemente.

Não que a iniciativa seja inédita; várias outras antologias contemplaram autores iniciantes, jovens ou não. Numa época de efervescência literária em nosso estado, quando o advento das novas tecnologias (informática) permitiu aos autores lançarem seus livros por selos independentes, através de pequenas tiragens (gráficas rápidas) ou fabricarem livros caseiros, além de divulgarem em blogs ou sites suas produções, essa antologia segue a tendência mais que atual de democratização das letras; isso em relação à divulgação (autores inéditos) e ao acesso, por ter uma quota para distribuição nas bibliotecas públicas ou por conta dos preços acessíveis ao público.

A antologia, como um todo, é uma colcha de retalhos; acham-se nela bons e maus poetas, autores que são revelação e noutros que deveriam seguir outros caminhos, como a prosa ou a ensaística, por exemplo.

O formato dos poemas é livre e branca, em sua maioria. Não há um só soneto ou outra forma de métrica tradicional. A temática é variada, indo desde temas amorosos aos mais triviais, com versos criativos: qualquer amor qualquer/ tipo assim um amor platônico/ ou carnal carnaval carnacaos/ um amor tipo assim love/ um tipo assim amor Xerox/ sexy/ jontex/ um amor tipo assim/ fastfood/ Hollywood/ um amor tipo assim/ típico/ ou atípico/ apático/ ou atávico (Sob o amor, Eugênio Jerônimo).

Noutros poemas, o erotismo aparece de forma explícita, mas não vulgar ou recheada de lugares-comuns. Nesse sentido, é interessante lermos alguns trechos: a moça mostrou as coxas/ mas não mostrou a concha/ - a moça me mostrou a verdade - / só não mostrava a passagem./ a moça era um misto de sim e de não/ à beira da sinfonia do vai-e-vem/ - sem ir nem vir -/ a moça me deixou na mão. (Na mão, Leonardo Santana); Cama de incesto, cesto, susto/ Cama de busto/ Cama de corpos separados/ (...) Cama que suporta lento/ que agüenta tempo/ que ostenta tudo/ que sustenta nada (Camada, Rômulo Alves).

Há autores também que escrevem versos como se estivessem na escola primária; poemas sem lirismo, repletos de clichês: Sou frágil, mas sou azul como Carlos Pena Filho;/ Sou frágil, mas inesquecível como o velho Capiba;/ sou frágil, mas sou forte como Che ou Sandino;/ sou frágil, mas pernambucano como Chico em sua vida. (Sono, Guma); em meu nascer-das-idéias brotam serenos sonhos;/ Serenamente amanheço.../ Vem sereno.../ amanhece comigo./ Vem que em teu nome eu respondo por mim. (Sereno, Giselle Aguiar); Deixa-me dizer que te amo,/ Ainda que não seja verdade./ mas se você não deixar/ continuo a recitar este poema a outro. (Sinismo, Jonatas Castro).

Há também autores que pensam ainda estarem no século XIX, seguindo estilo parnasiano: Embriaguei-me no êxtase das ondas/ e deixei-me flutuar no farfalhar das brumas do inconsciente./ O sol deixou-me dissonante,/ enquanto garças sobrevoavam e devoravam meu fígado/ Por inúmeras eras, mas eu como um titã me regenerava. (Prometeu, Marcos Moura).

Há na antologia, porém, gratas surpresas. Uma delas é Suely Araújo, com seu erotismo desbragado, com claras palavras, mas de um ritmo e figuras de linguagem impressionante, seguindo o curso da prosa poética: Coma-me pelos meus pés, pelos meus anos, pelos meus pêlos e por meus enganos. (...) coma-me pelos lençóis entre sua form. Enquanto lhe permito provocar meu próprio grito, apenas coma-me. (...) Mastigue o meu punho, minhas veias azuladas, meus ossos, minhas almofadas, meus ouvidos, meu carpete, meu absorvente, meu cotonete./ O sal da minha pele doce, o mel que lhe revele (...) Devore meu tesão, minha carne, minha história. Mastigue o meu corpo e engula a minha memória. (Coma-me, Suely Araújo). Adélia Coelho, revelação nos saraus da cidade, como no projeto NÓS PÓS, abre magistralmente o livro, evocando a solidão com versos de fortes metáforas e imagens poéticas: Minha solidão se prolonga/ por todas as folhas desta casa/ Abre-se em cada grão de dia/ onde permaneço deitada/ em busca de sonho.../ (...) Minha solidão é alta,/ é morna, é líquida.../ Jorro seus versos em água pela sala.../ Rastro de sal. Rastro de sal./ Resto de sol. Resto de sol./ Minha solidão é ereta, é firme/ mas é sim impiedosa, cruel;/ por ora tem gosto e tom amargos (De sal e sol, solidão, Adélia Coelho).

Recomendo, sim, a leitura dessa antologia, principalmente para quem deseja traçar um perfil mais consistente da poesia contemporânea em Pernambuco, especialmente, mas não só, dos poetas mais jovens.




ANDRÉ CERVINSKIS é escritor, ensaísta e Mestrando em Lingüística – PROLING-UFPB
acervinskis@yahoo.com

domingo, 1 de novembro de 2009

2ª Mostra de Vídeo Amador de Garanhuns

Estão abertas as inscrições para a 2ª Mostra de Vídeo Amador de Garanhuns

Entre os dias 09 e 14 de novembro próximo, será realizada a 2ª Mostra de Vídeo Amador de Garanhuns. Na programação, além das exibições dos vídeos, será entregue premiação ao autor do vídeo escolhido por aclamação popular. As inscrições são gratuitas e se encontram abertas desde o último dia 15, e vão até o dia 25 deste mês de outubro.

Para se inscrever os interessados devem se dirigir à Rua Mons. Afonso Pequeno, nº 115, Bairro São José, Garanhuns-PE, CEP 55295-100 (Próximo à Lanchonete de Azevedo), ou entrar em contato através dos fones (87) 9132-3115 (Jorge) / 8828-6314 (Marcos). Os interessados podem ainda solicitar suas inscrições através do e-mail: marcos.video@hotmail.com . Outra opção para validar sua inscrição é baixar a ficha de inscrição no site www.trilhavideo.com.br

É válido lembrar que, para a exibição de seu vídeo autoral, os interessados devem ter acesso ao regulamento, em que constam: a forma de encaminhamento das obras, dos direitos e modalidades de utilização, declaração de autoria e detenção de direitos, bem como a seleção dos trabalhos.

Repassando convite

A Biblioteca Francisco Meirelles

convida o público para o Projeto Leituras: uma palestra sobre questões de gênero em Os Rios Turvos. Para tal convidamos a profª. Doutura e escritora Luzilá Gonçalves.

SERVIÇO:

Projeto Leituras
Dia 26/11/09
16h30
Laboratório de autoria do Sesc Sta. Rita
Rua Cais de Sta. Rita, 156 - São José
Conatos: 3224 7577 Ramais 208 ou 225
De graça

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

eSTANTE vIRTUAL: e-books

Se você tem livro, revista, fanzine etc. em formato digital e acha que vale a pena disponibilizá-lo gratuitamente (material total ou parcial) na web; se você acha que isso é um marketing que funciona (além do fator social transformador que isso proporciona), então entre em contato com alexandremelo@nospos.org que o Nós Pós o disponibilizará para download em nossa estante virtual, que em breve estará no (m)ar.

O auspício pode ser grande.

Nós Pós em Curso – Dois Anos em Órbita


O universo cultural em Pernambuco é como órbita de planetas em geral desagrupados. Artistas se alinham momentaneamente a procura de um sol que nasça para todos, não é fácil solidificar um movimento único. O Nós Pós há dois anos segue seu curso quebrando as barreiras do gueto artístico e literário e reunindo num mesmo espaço gente de veias tão diferentes. Nesses dois anos a meta tem sido fazer uma vitrine dos ilustres desconhecidos, barreira mais difícil de quebrar, justificar a presença de “novos” artistas num meio tão fechado quanto o literário. O espaço, tão disputado, foi proposto por Nós de maneira a fazer mistura entre gerações. De início, não como um princípio, e sim como uma necessidade pulsante, por sermos Nós tão novos e inexperientes também. Logo percebemos que está era a bandeira a levantar.

Somo um grupo de produção cultural – permitamos ser classificados – mas instigamos um Movimento. Provável que tenhamos tocado no ponto “g” da questão, a mistura de gerações. Provocamos o diálogo entre desconhecidos e consagrados escritores, artistas; excitados com o convite para recital em bar, sem microfone aberto, com evento preparado para atrair público, aproximar público e escritor, evento que em seu curso foi tomando corpo e percebendo outras necessidades.

Outro diálogo era essencial, as artes conversam entre si e tornou-se nosso dever tentar ser interlocutor dessa conversa. Se isso é novo? Sabemos que não. Então porque essas características fizeram do Nós Pós um porto para o início da viajem literária de muitos escritores em Pernambuco? Talvez pela identificação da necessidade artística desses novos escritores, talvez pelo mundo como ele se apresenta hoje – o escritor pode mostrar seu trabalho de todas as formas, não precisa escolher o papel – cheio de possibilidades, o tempo no qual se entende diversas formas de texto.

Nesses dois anos experimentamos muito com pouco recurso, afinal somos independentes! Isso não nos orgulha nos dá trabalho, nos exaure. Independência não significa não prestar contas, nossa prestação é mensal, é diária. Resistimos diariamente à falta de grana, às impossibilidades familiares, ao pessimismo de alguns que esperam que não cheguemos aos três anos. Esperamos que o Nós Pós faça 100 partes, comemore 10 anos, ou mais, quantos forem necessários. Estejamos à frente nós ou outros de nós.

Nessa seqüência de comemorações a qual tanto nos está alegrando produzir, queremos enfatizar essas raízes, esses princípios. Foi nessa orbita que decidimos festejar a primeira parte de nossas comemorações no Quartas Literárias. Outro espaço de resistência, agregador, que abre para a parceria. Trouxemos artista estreante em recital como Rodrigo Sotero, música autoral com a banda Allen Jerônimo e Ravi de Raiz, o grupo Dremelgas Literárias, exposição da fotografa Sílvia Rangel, vídeos da Produtora O 4º Ciclo, além de apresentação do Grupo TAO (Teatro de Amadores de Olinda).

Nessa órbita flutuamos, trabalhamos para que a cada evento, todo o público e cada convidado após pisar no palco do Nós Pós, sinta-se um de Nós e se movimente conosco.




Ana Maria Pereira, Produção do Nós Pós

Texto publicado no site www.vetorcultural.com

Texto de escritor

Segue texto do escritor Roberto (Macarrão) Queiroz que publicou recentemente o livro "Amor e Revolta":

As três vezes em que nos amamos.


Na primeira vez que namoramos, púberes ainda, eram já idos alguns meses daquele misterioso, gostoso e singelo relacionamento, naquela época, nós com média de 15 anos, há trinta atrás, puros que éramos, e só vou comentar neste texto sobre o nosso sexo, sim, sobre o sexo em nosso namoro naquela primeira vez.

Eras tão linda, de corpo estonteante, loura de cabelos lisos e longos, de seios pequenos, duros e róseos, de coxas grossas ao ponto e torneadas, de nádegas já carnudas, macias e de perfeita plástica, ah..., mulher sem nome, do teu rosto outrora só me lembro da beleza angelical..., e de nosso namoro em particular só dos poucos beijos que de mim roubasses, e das vezes que me pedias para que apalpasse os peitos teus..., que loucura na escada! Teus suspiros bem baixinhos arfando nos meus ouvidos quando sem mais agüentar tirava-os por baixo da blusa o me oferecias aos lábios e língua..., ah..., que loucura! Delicia de prazer nos invadia quando pegavas minha mão colocando-a ao encontro de teu púbis, oh!!! Erege serei neste momento por não falar de tua coisa, e nem de quando meus dedos a tocavam, ahhh..., que loucura!!!

Idos foram os anos num total de oito quando te revi aos nossos vinte e tres. Quase não acreditei naquele anoitecer na praia, quando os meus olhos fixaram-se na mais bela das mulheres, eras tu..., estavas ali em minha frente..., e sorrias!

Houve amor naquele momento, e nem nos perguntamos nada, não dissemos nada e nos beijamos, e nos amamos loucamente e apaixonadamente. Eras tudo o que havias sido para mim, e representavas exatamente o que eras em minha consciência.

Foram três noites, duas manhãs e duas tardes de puro amor, de tanto sexo, de tantas formas, mais maduros, com pureza, leveza, nobreza, ahhh..., que loucura! Tudo lindo e normal, nosso sexo sem preconceitos, e feito de todas as formas, mais normal! Muito gostoso e só! Eras então uma escultural mulher de vinte e três anos e eu te via exatamente como aos quinze, quando não fomos e agora então acontecera. Mais do sexo normal o sentimento que em mim ficou foi que não amaste muitos homens, pois, apesar de belo o nosso sexo nas formas por nós vividas naquele final de semana, apesar de belo, o sexo foi normal..., ainda pudico.

Agora, nesta terceira e derradeira vez em que te amei, quando já tínhamos trinta e quatro, já passados dezenove (uma vida) de nossa primeira vez e onze da segunda, foi o ápice, o cúmulo os momentos de loucura que tivemos. Ah, só a morte me fará talvez esquecer o meu amor.

Quando ao saber por um amigo que voltarias, e tendo marcado contigo um encontro, não importa onde foi mais havia ali uma cama a ser usada. Eras agora mais que demais, pois malhavas, e devias tomar hormônio masculino vulgo “bomba” para poder estar com um corpo daqueles, e quando te vi deitada, ao lembrar-me de dezenove anos atrás inda mocinha loura de cabelos lisos e longos..., agora morena bronzeada de praia, mulher estonteante de ninguém, incomparável só à beleza axiomática das hostes celestiais do amor, este, que agora era sexo safado, lindo, vaginal, oral, anal, amoral, inteiro e total, sublime e completo, mais do que tudo, Que loucura! Como poderei eu viver sem isso contigo, ah..., com certeza, só a morte, distancia inexistente, far-me-ia te esquecer talvez. É! Porque viver a teu lado seria impossível agora, quase única e exclusivamente por ter eu provado a tua felação.

Aquela loucura de mistura de sentimentos que me vinham à mente no momento em que tua boca, lábios, dentes e língua passeavam pelo meu púbis e viajando nas duas bolas maltratavas a um simples mortal com aquela forma de sexo de outros planetas.

Não! Lógico que aqueles três meses derradeiros do nosso amor na terceira e ultima vez foram maravilhosos.

Oh morte! Podes agora levar-me aos quarenta e cinco, já se passam mais de dez daquela ultima vez, leva-me logo, sem demora, por favor.

Tu, mulher, por que aprendeste a amar com os outros?

Onde mora o sexo para tu?

Adeus..., mulher de ninguém!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

NÓS PÓS COMEMORA 2 ANOS




Início da programação com evento no Quartas Literárias

O grupo Nós Pós inicia suas comemorações de aniversário de 2 anos de trabalhos culturais com um dinâmico evento dentro do Quartas Literárias, do Centro Luiz Freire em Olinda no dia 28/10/09 a partir das 19h, com entrada franca.

O grupo Nós Pós iniciou seus trabalhos de produção cultural com foco na divulgação de novos escritores em outubro de 2007. De lá para cá fez vitrine para mais de 120 artistas (entre escritores, atores, músicos, performers, artistas visuais, videomakers) pernambucanos e de outros estados, agitando a cena cultural em Pernambuco de tal forma a ganhar proporções de Movimento Literário. “O Nós Pós é o movimento cultural mais revolucionário da atualidade em Pernambuco”, afirmou em várias oportunidades Alexandre Santos, presidente da UBE-PE.

O cronograma de comemorações se inicia com versátil evento dentro do projeto Quartas Literárias (coordenado pela escritora Silvana Menezes), do Centro de Cultura Luiz Freire. A programação se inicia com mostra de vídeos da produtora O 4º Ciclo (composta pelos produtores Alexandre Melo e Alberto Rio e pelos estudantes de cinema Alex Guterres e Cléber Amorim), e segue com a apresentação e participação do Dremelgas Literárias, grupo que procura inovar as apresentações literárias, quebrando a mesmice e unindo as artes, seguido do poeta lúdico Carlo e do poeta e artista plástico Israel Lira. Na segunda parte do evento haverá apresentação do grupo TAO - Teatro de Amadores de Olinda. Depois o microfone será aberto para recitação e a programação se encerra com apresentação do grupo Allem Jerônimo e a Rave de Raiz, com composições regionais que procuram resgatar nossos ritmos: o xote, coco, ciranda, samba, cavalo marinho, bossa nordestina, frevo e outros. Durante o evento haverá exposição da fotógrafa Silvia Aguiar e mesa para exposição e venda de livros e produtos culturais.

A seqüencia do cronograma de eventos comemorativos dos 2 anos do Nós Pós será divulgada em breve pelo grupo: “estamos preparando uma programação bem variada e dinâmica para este final de ano e início de 2010” adianta Alexandre Melo, um dos produtores do Nós Pós. ”A melhor maneira de retribuir a aprovação que sempre recebemos por parte do público é oferecendo eventos de qualidade com garantia de entretenimento enriquecedor, honesto e sem soberba”, completa Alexandre.

A festa de abertura das comemorações começa às 19h, no Centro Luiz Freire, dentro do projeto Quartas Literárias e entrada é gratuita.



SERVIÇO:
Aniversário do Nós Pós – Português Suave
No projeto Quartas Literárias – Centro Luiz Freire
Rua Vinte e Sete de Janeiro, 181 – Carmo – Olinda
Entrada franca


Contatos:
(81) 8711 3581 Alexandre Melo
alexandremelo@nospos.org
nospos@gmail.com

Baixe o mapa para o Centro Luiz Freire
Ou visualize aqui

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

(Em breve)

Confira um pouco da programação visual do Nós Pós

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nós Pós na Bienal do Livro

Não Perca!

Nós Pós na Bienal do Livro

Segunda

Dia 12 de outubro

15h

No stand da PCR


A jornalista e escritora Renata Santana interpretará textos do autor e ilustrador pernambucano infanto-juvenil André Neves. André Neves é natural de Água Fira e hoje mora em Porto Alegre. Traz grande influência da cultura nordestina, mescla lembranças e costumes com um traço moderno que por vezes lembra o grafite de rua, mesmo assim, tem em sua narrativa e traço uma grande delicadeza. André Neves está na linha de trabalho do Nós Pós, que pela primeira vez trabalha com o infanto-juvenil, por fazer parte dos grandes artistas pernambucanos dos quais Pernambuco pouco sabe, mesmo tendo ilustrado livro de Ana Maria Machado e Ruth Rocha. A literatura infantil é quase obscura de tão desconhecida do público em geral, mas é base para aprender a gostar de ler desde cedo. O pernambucano André Neves é uma ótima escolha.

André

http://confabulandoimagens.blogspot.com/


Serviço:

Nós Pós na Bienal do Livro

Segunda, 12 de outubro

15h

Stand da PCR, Pavilhão do Cento de Convenções


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Nós no Sexta Sim, Sexta Não !



Sexta Sim, Sexta Não promove a festa de lançamento da produtora O 4º Ciclo!

O Ponto de Cultura Coletivo Refazendo está de volta com mais uma edição do Sexta Sim, Sexta Não. No dia 02 de outubro o evento promove o lançamento da produtora O 4º Ciclo. Dentro da programação diversificada os Sacripantas e o Sabiá Sensível trazem música para o nosso democrático quintal. A poesia vai ser representada pelo Nós Pós, grupo que desenvolve projeto de divulgação da literatura e manifestações artísticas de Pernambuco, na tentativa de fortalecer a cultura do nosso Estado. O Sexta Sim conta ainda com a participação da fotografa Sílvia Rangel que, mais uma vez, faz uma mostra do seu trabalho desenvolvido na Europa. O Sexta Sim, Sexta Não começa a partir das 18h no pátio da ADUSEPS e tem entrada franca.


ADUSEPS - Rua Henrique Dias, 145. Boa Vista.

Informações:

Artur Oscar (86789056)

Alex Guterres (86970456)

Alexandre Melo (87113581)




terça-feira, 29 de setembro de 2009

MÉRITO CULTURAL



Produção Nós Pós recebe, em homenagem promovida pela UBE-PE, certificados de Mérito Cultural, pelos trabalhos realizados em prol do desenvolvimento da literatura pernambucana. A homenagem aconteceu no dia 25/10/09, no auditório da Livraria Cultura, em evento promovido pelo projeto "A Cultura e a Arte em Pernambuco", coordenado pelo escritor Cássio Cavalcante (UBE-PE), e contou aind acom a participação do escritor e Mestre em Letras Johnny Martins, da escritora e jornalista Renata Santana e da poetisa Socorro Costa.


Ana Maria Pereira recebe certificado das mãos de Fernando Farias


Alexandre Melo recebe certificado das mãos de Renata Santana


Danuza Montenegro recebe certificado das mãos de Johnny Martins


Jhonatan Sodré recebe certificado das mãos de Socorro Costa

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NÓS PÓS NA BIENAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

O portenho Federico Andahazi, o chileno Alberto Fuguet, o cubano Juan Pedro Gutiérrez e a italiana Ítala Vivan, além dos brasileiros Daniel Galera, Marcelino Freire, Nina Lemos, Alberto Mussa, Ronaldo Correia de Brito, Fernando Gabeira, Salim Miguel, Geneton Moraes Neto, Manoel da Costa Pinto, Marçal Aquino, Fernando Monteiro e Luzilá Gonçalves. Estes são alguns dos nomes de escritores que já confirmaram presença na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece de 2 a 12 de outubro, sempre das 10h às 22h, com entrada gratuita. São esperadas cerca de 60 mil visitantes por dia de evento.

A 7ª edição do festival literário levará ao pavilhão de exposições do Centro de Convenções de Pernambuco (Olinda), 260 estandes, oficinas literárias, apresentações de teatro, interpretação textual, palestras, debates e muitos lançamentos. O tema deste ano é “Literatura do princípio ao fim”. Os homenageados são o escritor Raimundo Carrero, considerado um dos grandes nomes da literatura pernambucana, e o jornalista e secretário de Imprensa do Governo de Pernambuco, Evaldo Costa, que foi organizador da primeira Bienal do Livro de Pernambuco há 14 anos.
O troféu, criado pela designer pernambucana Joana Lira, será entregue por Ariano Suassuna e Rossini Bandeira, na abertura oficial do evento. Os onze dias de feira devem levar mais de 550 mil leitores ao Centro de Convenções. “Para este ano, esperamos superar os números da última feira, quando foram comercializados mais de 600 mil livros, gerando uma receita de R$ 12 milhões e uma geração de 2.500 empregos temporários”, lembra Rogério Robalinho, empreendedor da Bienal. Foram investidos em 2009 nada menos que R$ 2 milhões. A programação é coordenada pelo jornalista e escritor Homero Fonseca e pelo poeta, tradutor e ensaísta Delmo Montenegro. O patrocinador é da Petrobrás.

O Nós Pós participa da Bienal em dois espaços: dentro da programação do Café Cultural da FAFIRE e no dia 12/10/09 - CELEBRAÇÃO DA LEITURA.

Adaptado da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR


Delmo Montenegro fala sobre a Bienal do livro de Pernambuco.
video

terça-feira, 22 de setembro de 2009


O grupo de produção Nós Pós - Português Suave recebe homenagem da UBE-PE pelos trabalhos realizados em benefício da literatura contemporânea em Pernambuco.

O projeto "A Cultura e a Arte em Pernambuco", coordenado pelo escritor Cássio Cavalcante, recebe em sua próxima edição a produção Nós Pós, nas proximidades do aniversário de 2 anos do grupo, para uma conversa sobre o movimento literário iniciado por eles.

Os trabalhos de divulgação e incentivo ao consumo e visâo crítica da literatura feita hoje no estado se iniciaram de outubro de 2007. De lá pra cá foram dezenas de apresentações realizadas em vários locais e dentro de vários eventos. De bares e sorveteria recifenses à Bienal do Livro (participa da edição 2009 em dois espaços diferentes) e Fliporto (2008 e 2009), o grupo vem agitando a cena literária no estado.

A próxima edição do projeto "A Cultura e a Arte em Pernambuco" acontece dia 25/09/09, às 19h no auditório da Livraria Cultura.



SERVIÇO:

"Projeto "A Cultura e a Arte em Pernambuco" - Homenagem ao Nós Pós
25/09/09 - 19h
Livraria Cultura (Paço Alfândega)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Textos apresentados no Café Cultural da FAFIRE

O Nós Pós participou do Café Cultural da FAFIRE e levou os escritores Diogo Testa, Jorge (acompanhado do músico Arielson) e Renata Santana. Segue texto apresentado na ocasião (em breve mais textos).

Na casa onde Jesus é Fiel

Maria traiu João
Ainda que
Segurando a saia
Com uma bíblia na mão

Na casa onde Jesus é Fiel

O Sport é imortal
E Uma Maria
De carne e osso
Comia
O Compadre Juvenal.

Renata Santana